(imagem retirada da internet)
"Como a maioria dos humanóides, tenho o fardo a que os budistas chamam mente de macaco - os pensamentos que passam de ramo em ramo, parando apenas para se coçar, cuspir e gritar. A minha mente oscila entre o passado distante e o futuro incognoscível, aflorando dezenas de ideias por minuto, desembestada e indisciplinada. Isto em si mesmo não é necessariamente um problema, o problema é a ligação emocional que acompanha o pensamento. Os pensamentos felizes, fazem-me feliz, mas com rapidez passo outra vez à preocupação obsessiva e ao mau humor; e depois vem a recordação de um momento de raiva e começo a ficar irritada e aborrecida outra vez; depois, a minha mente decide que talvez seja boa altura para começar a sentir pena de si mesma e a solidão depressa aparece. No fim de contas, somos aquilo que pensamos. As nossas emoções são escravas dos nossos pensamentos e nós somos escravos das nossas emoções."
(do livro Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert)
Acho que nunca me identifiquei tanto com um livro como este, "Comer, Orar, Amar"... Sempre me dei conta que quando estou calada (e eu estou muito tempo calada!), os meus pensamentos não me deixam descansada, aparecem à catadupa! Isto explica tudo, tenho uma mente macaca LOL
Será por ser tão calada que os meus pensamentos são que nem macacos a saltitar entre ramos, entre passado distante e futuro que poderá nem vir acontecer... Há dias em que não me calo, são raros para dizer a verdade, nesses dias toda a família acha estranho estar a falar tanto e os pensamentos parecem que ficam adormecidos, tenho paz no interior da minha mente, finalmente os 'pensamentos macacos' acalmam e deixam-me aproveitar o presente! Queria tanto ser mais comunicativa, queria tanto que a minha mente macaca me desse mais períodos de descanso...talvez tenha que saber controlar os pensamentos como a mercearias teve que aprender a fazer e relata no livro!
Caracolinho é alcunha claro está! Digo-vos que me assenta que nem uma luva...Gosto da minha concha, de me sentir protegida, quanto ao resto... tenho um mundo inteiro para descobrir e desbravar, talvez me encontre verdadeiramente num recanto qualquer. A vida é feita de encontros e desencontros e agora começo a percebê-lo!